Domingo, 25 de Maio de 2008
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Terça-feira, 18 de Março de 2008

perco o tempo
mergulho o que resta
basto-me de mim
projeto a mesma cena
na tela vazia dos meus sonhos
e você não volta...
você não voltará
imagem de edgar leon
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douglas D.
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01:57
5
em vigília
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
caduco a felicidade
abrindo portas que levam a lugar nenhum
bufão fugindo da primavera
habita-me um peito cheio de dor
comporto nas veias
abrindo portas que levam a lugar nenhum
bufão fugindo da primavera
habita-me um peito cheio de dor
comporto nas veias
o caminhar da amargura
(sou um arremedo)
(sou um arremedo)
mero arremedo a descrer no amor
imagem de redon
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douglas D.
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16:06
2
em vigília
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
cicatrizava tudo aquilo que temia
o sol nascendo antes da solidão
a brancura vigilante das paredes
a felicidade cobrando o preço devido
os domingos infestados de passarinhos e nuvens
cicatrizava em silêncio
(nem seus ossos o ouviam)
cicatrizava qual lamento
(há memórias presas nas retinas)
beirando a loucura
disfarçar a dor
escrever o mesmo nome
no mesmo caderno
letra após letra
fingindo que a felicidade
teimaria em voltar
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douglas D.
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06:05
2
em vigília
Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
na última vez em que estiveram sozinhos, estrangulados um do outro, era uma tarde de dezembro e embora não chovesse, o céu parecia escuro demais, ruidoso demais, distante demais,envelhecido demais. havia fotos sobre a cama, memórias fixadas à parede e um amontoado de sonhos, sonhos em sépia, feito chão outonal coberto de folhas. fecharei a porta sem olhar para trás, pensou. atravessarei a rua com passos firmes, decidiu. seguirei adiante mesmo que aos tropeços. é isso? deixar tudo porque tens medo, porque abraças o vazio como quem rumina esperanças? fraco, é o que és. um tecelão de destinos reticentes. na última vez em que estiveram sozinhos restava uma pálida imagem refletida no espelho, feita de rostos tristes a velar o anúncio de um amanhã tranqüilo, acomodado e pio. porque a imobilidade sobrevive ao tempo quando o amor está farto de si.
imagem de dino valls
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douglas D.
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23:42
2
em vigília
Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
amargura, diziam
percorrendo as vestes do cotidiano
exumando o passado
atados um ao outro
com medo da solidão
percorrendo as vestes do cotidiano
exumando o passado
atados um ao outro
com medo da solidão
imagem de mário eloy pereira
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douglas D.
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00:02
1 em vigília
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