segunda-feira, 25 de setembro de 2006


a casa
vazia de esperança
escondia restos de sorrisos
em caixinhas de fósforos
e gavetas empoeiradas
como se assim fosse possível
estrangular o peso da morte
que a vida sabe impor

5 comentários:

Ivã Coelho disse...

Eu hoje escondo restos de esperança em um lugar em mim que nem eu mesmo sei onde fica. Só sei que ela existe e agora só me resta procurar.

Sempre infinitos seus significados, meu caro.

Abçs letrados.

Margarida disse...

É bonita a aliança emtre imagem e texto. Entre o vazio e a esperança. Entre o tempo que se guarda e a morte que se aguarda.

Nanna disse...

Adorei isso...

Beijos!

Celso disse...

o peso, poeta, sempre o peso. falo sobre ele no cárcere tb.

sds

朝川栄一 [Asakawa Eiichi] disse...

... casa em ruinas. Até os sorrisos se escondem em qualquer lugar. bom.