quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


imagem de eric zener

nada incomoda. nem os móveis da sala ou o tiquetaquear do relógio de parede que pertenceu ao meu avô. sequer o fato de o quarto estar vazio e exemplarmente asséptico, exceto por um pouco de poeira acumulada no rodapé. sigo a rotina cujo fim desconheço [sobreviver ao medo mastigar a demência fingir equilíbrio dormir ao amanhecer] ontem pude observar você caminhando pelo outro lado da rua. eu era sombra. quisera ser destino.

2 comentários:

Angela disse...

Sempre tão belo! Mesmo quando dói, quem sabe porque dói.

Lucius Kod disse...

um incômodo vc...