terça-feira, 4 de outubro de 2005

O espaço entre os músculos e a inquietação da alma – novo ponto a ser sufocado
Retrato absoluto de outra tarde desolada

onde o cinza prevalece – céu anunciando mudança climática.


A lua crescente é o que te parece mais lúcido – velhos amigos envoltos em trapos
Longe, as memórias acenam horizontes estanques

onde o azul rareia – trinta e oito anos delimitados pela dor

No one knows and no one came
No one knows and no one came
No one knows and no one came
Be my preferred angel
Be my preferred friend
Be my preferred true
Be my
My
Flesh and blood
Of mine


O que secretas te desnuda a essência
O que permites disfarça toda ausência
Quando quieto é que te nutrem as esperanças.

Eat my sins
Redemption is here
Redemption is here
Redemption is here
Always here



No medo encontras aquilo que te imuniza
O que te falta quando a queda parece lampejo
Quando a ilusão não passa de um sorriso perdido



As entranhas ardem em desespero
As entranhas ardem em desespero
As entranhas ardem
Ardem em desespero

Um comentário:

Beatriz Galvão disse...

"O espaço entre os músculos e a inquietação da alma – novo ponto a ser sufocado
Retrato absoluto de outra tarde desolada"

Tarde cinza. Sim.
Mas o sangue é vermelho.
E arde.