domingo, 21 de janeiro de 2007


escapo à solidão que não soube me devorar, em silêncio. os odores da madrugada vêem-me verticalizar o prenúncio duma aurora possível de ser sonhada, sem ti. espantalho, desfiz o nó do medo e cementei meu coração. só o que pedi era pra que amanhecesses meus girassóis.


não há mais rastros da saudade
somos dois estranhos inventados por nós mesmos
neste quarto limpo de vida
a recortar nossa história em pedacinhos
VISÍVEIS demais para serem ignorados
DISTANTES demais para serem caminhados
MEDROSOS demais para serem amados
PATÉTICAS amostras dum fim arrastado

4 comentários:

Lídia M. disse...

de quem são as imagens? inebriada. também pelas letras pregadas na capa.

Claudia Perotti disse...

simplesmente belo!

Celso disse...

esplêndido, meu caro poeta. mais uma vez! entre no msn, para conversarmos mais.

grande abraço

Maria disse...

Assim vou acabar linkando todos os seus blogues...É bom te ler...