sábado, 25 de fevereiro de 2006




A solidão nos abraça, sempre
[para nos sufocar, deixa preso em nosso peito o azul-grito;
para nos acalentar, traz de volta à nossa infância o branco-alvorada]
A solidão nos olha por dentro, sempre
[sabe daquilo que enterraremos conosco, silêncio;
sabe daquilo que nos impediram calar, medo]
A solidão nos acompanha, sempre
[pelas tardes que nos escapam poentes, angústia;
pelas madrugadas que nos invadem famintas, demência]

2 comentários:

teresa disse...

Mas pintamos os campos de papoilas vermelhas, malmequeres brancos e amarelos, e neles os pássaros cantam, vencendo a solidão...
beijo
teresa

Joana Careca disse...

A solidão é tudo. O resto não existe.
Beijos
Joana