quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Daquilo que se repete incansavelmente dentro da alma

fica o desamor pesando sobre nossos sonhos

restos de sonhos-cobaias


[a sobrevida do instante

o escárnio das auroras infestadas por gafanhotos marrons

a palidez da lua dentro dos teus olhos

a minha pele nervosa e suada

as brancas paredes deste maldito quarto

que não me deixam rabiscar

outro horizonte na boca de deus]


Eu preciso d’um minuto sem ouvir vozes

Eu preciso sangrar o que me adoece

Eu preciso estancar a lucidez

Eu preciso sair daqui

Eu preciso do teu colo

E da tua nudez de menina

Eu preciso que amanheças meus girassóis

Eu preciso que saibas do meu mundo


Recomeçar as estrelas

Reanimar as auroras

Reavivar os sonhos

E de novo, sorrir.

5 comentários:

Joana Careca disse...

OI Douglas,
deixei um link daqui no meu blog.
Beijos
Joana

teresa disse...

...por isso ousa rabiscar, riscar, escrever, colorir as paredes do teu quarto...
um beijinho
teresa

Celso disse...

e é a necessidade que nos consome, meu caro.

belíssimo texto

Saudações

bell disse...

Douglas, douglas...
leu meus pensamentos?..rs
simplesmente,
adorei.
bjs*
e linkado...

marcia cardeal disse...

quis comentar, mas as palavras são mais suas. e como é lindo isso...!!
beijo